O Projeto Misturas e Sabores executado pela Empresa Cacau da Colina com apoio financeiro do SEBRAE/ Termo de Outorga 04/2023 e parceria do Instituto do Semiárido Baiano - ISB, teve o objetivo de fomentar o conhecimento das áreas cultivas pelas mulheres rurais quilombolas e capacitar as participantes no beneficiamento dos produtos cultivados nos quintais produtivos para inserir a comunidade em roteiro turístico gastronômico. O projeto foi executado no período de 18 de dezembro de 2023 até 25 de março de 2024 atendendo um público de 30 mulheres rurais de comunidade quilombola de Vargem Alta no município de Palmas de Monte Alto, contribuindo na culinária do sertão, na inclusão sócio produtiva de mulheres rurais quilombolas, beneficiamento / aproveitamento de alimento não convencional (PANCS) de grande valor nutritivo e a valorização da cultura sertaneja com as misturas de ingredientes e aprimoramento de receitas que tornam o produto inovador no setor da gastronomia, fazendo com que a culinária local seja incluída no roteiro turístico gerando renda e aumento de renda puncionando a economia na região e das famílias envolvidas.
Trançando Caminhos
O Projeto Trançando Caminhos no Território Quilombola de Vargem do Sal, executado pela Empresa Akin Audiovisual, com o apoio financeiro do SEBRAE/ Termo de Outorga 019/2023 através da Cadeia de Valor da Economia Criativa Nordeste em parceria com o Instituto do Semiárido Baiano - ISB, desenvolveu na Comunidade Quilombola de Vargem do Sal no município de Caetité, Bahia, o Projeto Trançando Caminhos. Com oficinas voltadas para o Empreendedorismo Sustentável e a Capacitação em Linguagens do Audiovisual, o projeto irá desenvolver em empreendedoras artesãs da Comunidade a capacidade de utilizar o audiovisual como ferramenta potente de fortalecimento de seus empreendimentos, capacitando-as e criando novos olhares para os produtos e serviços que são ofertados, com uma imersão no mundo audiovisual criando possibilidades para que elas consigam criar ferramentas para divulgar o seu trabalho. Como produto final, a Akin Audiovisual juntamente com as artesãs participantes desenvolverá uma Webserie de oito episódios sobre as etapas de fabricação das peças produzidas a partir da palha do licuri.
Subprojetos Socioambientais Voltados a Segurança Alimentar e Nutricional
Devido à crise ocasionada pelo novo Coronavírus e à situação de vulnerabilidade social enfrentada por diversas comunidades agrícolas do Estado da Bahia, o Governo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR)/CAR, lançou em 2020 um Manifesto de Interesse (MI), possibilitando que as associações manifestassem sua demanda.
Nesse mesmo período, Gislene Celeste Silva S. Bulhões e Georgia Botelho Silva desenvolviam atividades de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) em seis municípios da Chapada Diamantina, atendendo várias comunidades que participaram do Manifesto de Interesse, entre elas a Associação dos Pequenos Produtores Rurais do Novo Acre. As profissionais foram responsáveis pela elaboração dos projetos para submissão à Chamada Pública, após a fase do MI. Do total de oito propostas apresentadas, cinco foram aprovadas, incluindo a da Associação do Novo Acre.
Considerando a falta de experiência administrativa da diretoria da Associação e a confiança adquirida junto às comunidades pelo trabalho já realizado em Iramaia – especialmente na Comunidade do Novo Acre –, a Associação solicitou parceria às profissionais. Por sua atuação no Conselho das Associações Quilombolas de Livramento (ISB), e diante de um processo de mudança estatutária e de fortalecimento institucional, foi formalizada a parceria entre a Associação do Novo Acre e o Conselho/ISB.
Essa parceria contemplou atividades como: acompanhamento do projeto, gestão financeira, ordenação de despesas, aquisição de insumos, execução de ATER, prestação de contas e demais responsabilidades administrativas.
O projeto teve como objetivos principais:
Implantar quintais produtivos;
Promover a sustentabilidade ambiental;
Fomentar técnicas agroecológicas e orgânicas para produção de alimentos;
Formar multiplicadores em Segurança Alimentar e Nutricional (SAN), Agroecologia e Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA);
Promover saúde e prevenção de agravos nutricionais;
Ofertar alimentos agroecológicos aos consumidores;
Garantir o abastecimento alimentar agroecológico, especialmente em tempos de pandemia.
Ao todo, 25 famílias foram diretamente beneficiadas, por meio do plantio e da reestruturação dos quintais produtivos, o que assegurou a Segurança Alimentar e Nutricional das comunidades participantes.
Projeto Artesanato Forte e Sustentável
O objetivo central do Projeto: Artesanato Forte e Sustentável foi fortalecer a organização socioprodutiva de um grupo de 30 mulheres da Comunidade da Rocinha, promovendo inclusão econômica, resgate do artesanato em cipó e incentivo a atividades extrativistas sustentáveis com espécies como licuri, dendê, maracujá-do-mato e umbu na segurança alimentar e nutricional das famílias. Destaca-se que a escolha da Comunidade da Rocinha foi definida em reuniões do Conselho, considerando sua vulnerabilidade naquele período. A comunidade enfrentava invasões de pecuaristas, empresários e mineradoras, que ameaçavam áreas de preservação e disputavam o controle da água das nascentes, canalizadas por um grande pecuarista local. A maioria das famílias não possuía água encanada em suas residências. Além disso, a localidade, situada próxima à Serra das Almas, possui grande potencial turístico e também é alvo de interesse para exploração mineral, fatores que reforçaram a necessidade de fortalecer sua organização comunitária e territorial.































































































